Karma Yoga

 A palavra karma se deriva do sânscrito kri, fazer; toda ação é karma. Tecnicamente, esta palavra quer dizer: os efeitos das ações. Porém em Karma-Yoga só tratamos da palavra karma como eqüivalente de ação. A meta da humanidade é a consciência; este é o ideal unívoco da filosofia oriental.

 “Yoga da ação” foi relatado pela primeira vez no Bhavad-Gita, embora com certeza existisse antes desse texto.

 O propósito do homem não é prazer, e sim consciência. A felicidade tem seu fim. É um erro supor que o prazer é a meta. O motivo das misérias do mundo está em o homem pensar ingenuamente que o prazer é a finalidade que ele deve buscar. Depois de algum tempo, ele descobre não ser ao prazer porém à consciência que se dirige; compreende que tanto o prazer como a dor são seus mestres e que tanto aprende através do bem como do mal há possibilidade de evoluir.

 Sabemos, porém, que esta consciência é inata; nada nos vem do exterior; tudo está no interior. Quando dizemos que um homem "conhece", deveríamos dizer que ele "descobre"; o que um homem "aprende" é em realidade apenas aquilo que ele descobre ao tirar as envolturas e seus condicionamentos do seu EU, o qual é um depósito inesgotável de conhecimentos.

 Karma Yoga expande o coração e quebra as barreiras abrindo o caminho para a evolução, e também abre os caminhos para a intuição.

 Todo pensamento e ação gera uma certa tendência que está afetando sua vida agora e no futuro.

 Nunca diga “Eu ajudei aquele homem”. Pense: “Tive a oportunidade de servi-Lo”

 Karma Yoga é o yoga  de ações altruístas, daquele que age sem querer, esperar nada em troca.

 Assim como as águas ondulantes, este mundo de Karma está sempre em movimento, sempre mudando e tomando novas formas, criando novas situações e perspectivas. Assim é o mundo, um feixe de constante mudança. Em sânscrito é chamado muitas vezes de bhava sagara, o oceano da existência relativa. O karma yogi aprende transcender esta inquietação de mudança, permanecendo calmo e indiferente. Ele é como a folha de lótus, que nunca se molha ainda que esteja em contato com a água.

 Karma Yoga é a arte de se manter independente, não-afetado pelos resultados das ações, boas e más. Não é fugir, mas enfrentar os desafios da vida através de uma ação em tempo hábil. Como Swami Vivekananda disse: "Não atirar para longe as rodas da máquina do mundo, mas estar dentro dela e aprender o segredo do trabalho. Através do bom trabalho feito no interior, é possível também sair."

 

Bhakti Yoga

 É o yoga devocional, O Bhakti Yoga Antigo cultivava a energia interna através da conecção com a energia do universo.

 O termo bhakti deriva da raiz bhaj(“compartilhar” ou “participar de”), muitas vezes é traduzido como “amor” ou “devoção”.

 O segredo do amor verdadeiro é ser amável.

Ser amável é:

Ter um Sorriso que diz Eu amo você com o coração cheio de Alegriae Gratidão

 Quando nós ativamos e combinamos nosso amor, compaixão e a energia da excitação sexual – ou temos armazenado quantidade suficiente desta energia sexual (viria) na frequência de 8hz—isso vai gerar uma enorme pressão na força primordial. Os rins armazenam parte da força primordial e se conectam com a força da Terra, principalmente com o elemento água que também tem a mesma frequência de 8hz. Essa combinação fará que ao sentir alegria a energia sexual cresça e ao ter excitação sexual o amor do coração cresça. Ao mesmo tempo mantém-se rins e coração conectados e equilibrados fazendo com que esse processo seja fluido, constante, num crescente em ondas sem que picos aconteçam. Como se começacemos suavemente entrar no estado orgasmático. Os orgasmos vão acontecendo em ondas à medida que a excitação e o amor vão crescendo. Esse é um processo de profunda imersão na energia feminina, total sintonia com a kundalini Shakti. Diferentemente dos orgasmos em picos em que se tem predominantemente a energia masculina e uma rápida descarga de energia, mas que não se mantém ao longo do tempo e com isso drena nossa energia vital muito rápidamente. Quando estamos conectados com a energia orgasmatica feminina, nós abastecemos o corpo de energia e mergulhamos em meditação. Passamos a viver num estado de compaixão e entendimento, nossos olhos vão sendo direcionados para as flores ao invés de ver os espinhos.  

 A primeira forma de bhakti yoga surgiu numa época em que o homem vivia sem deuses ou deusas mitológicos. Esta forma mais primitiva consistia em amar tudo ao seu redor. Adorar o sol e deixar amor acontecer, apreciar uma arvore, um pássaro, o vento, a água, e ver tudo sublime.

 Na escola tântrica usa-se a devoção a shakti, a adoração a mulher. A mulher se torna a deusa tendo assim o seu devido valor na sociedade e na sociedade. Ela é a matriarca, e assim é a figura central da sociedade, adorada e reverenciada pelos demais.

 Nessa forma de adoração identificamos:

  • a admiração visual
  • as palavras de amor e devoção
  • o toque de carinho
  • o ouvir de sua voz
  • o beijo amoroso
  • a caricia
  • o intercurso
  • a comunhão energética
  • a fusão
  • o estado orgasmático feminino
  • a expansão da consciência

 

Jnana Yoga

 Yoga do conhecimento. O jnana yoga consiste especificamnete no exercício constante de discriminar o “Si Mesmo” do “não si mesmo”.

 Jnana Yoga não se trata de ganhar mais e mais conhecimento sobre os objetos dos sentidos, ou ter mais idéias contidas nos livros, mas é um processo de descobrir o Ser inerente. É uma pesquisa do conhecimento subjetivo e, finalmente, descobrindo o alicerce subjacente existencial de todo o mundo e mais além. É uma viagem de paz para a Solidão, que é da natureza da Existência-Conhecimento-Bem-Aventurança (sat-chit-ananda).

 Se de um lado temos o karma yoga que é o caminho da ação do outro lado temos jnana yoga que é o caminho contemplativo. O caminho de realização do “si mesmo” através do exercício da compreensão do conhecimento, é a sabedoria associada ao discernimento entre o Real e o irreal.

 Mas ao observarmos cuidadosamente veremos que na verdade caminham juntos. E o discernimento gera ações altruístas e a busca das ações sem esperar nada em troca, sem ter o prazer como objetivo nos conduz ao conhecimento.

 O jnana yogin deve cultivar:

  • Tranquilidade
  • Controle dos sentidos
  • Saciedade
  • Resignação
  • Concentração mental