Curso de anatomia e fisiologia, sistema endócrino, circulatório, nervoso, ósseo, respiratório, excretor, digestivo, muscular. Esta apostila foi elaborada pela Professora Ligia Regina Pettinati especialista em fisiologia do exercício.

SISTEMA ÓSSEO

Um esqueleto adulto contém aproximadamente 206 ossos.

Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que se unindo aos outros, por intermédio das junturas ou articulações constituem o esqueleto. É uma forma especializada de tecido conjuntivo cuja principal característica é a mineralização (cálcio) de sua matriz óssea (fibras colágenas e proteoglicanas). A parte externa é composta de substância cortical (compacta ou densa) e a interna de substância esponjosa. Quanto à irrigação do osso, temos os canais de Volkman (vasos sangüíneos maiores) e os canais de Havers (vasos sangüíneos menores).

Com o passar da idade as proporções de líquidos e materiais orgânicos diminuem gradualmente, e é por essa razão que pessoas idosas têm os ossos mais quebradiços e mais difíceis de se consolidarem.

O fato dos ossos serem considerados um tecido é que eles podem hipertrofiar em resposta ao exercício, mas também são vulneráveis e podem ser lesados por um treinamento excessivamente intenso ou esforço repetitivo.

Crânio

O crânio é constituído por oito ossos, dois pares e quatro ímpares. Tem como função proteger o encéfalo. Os ossos são: frontal, occipital, esfenóide, etmóide, parietal e temporal

Face

A face é constituída por 2 ossos ímpares (zigomático, maxila, palatino, lacrimal, nasal e concha nasal inferior) e 6 pares (mandíbula e vômer) totalizando assim 14 ossos.

 

Coluna Vertebral 

A coluna vertebral é constituída pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula com o osso occipital; inferiormente, articula-se com o osso do quadril. A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: cervical (7), torácica (12), lombar (5) e sacro-coccígea (4 + 4).

 Tórax

Os ossos do tórax constituem uma caixa vasada. O tórax é constituído posteriormente pelas 12 vértebras torácicas, anteriormente pelo osso esterno e lateralmente por 12 pares de costelas.

 

 

Membro Superior: 32 (Cintura escapular = 2; Braço = 1; Antebraço = 2; Mão = 27)

A Cintura Escapular é constituída por dois ossos: a clavícula e a escápula.

Braço: úmero

Ante-braço: rádio e ulna

Mão: A mão se divide em: carpo (proximal: Escáfoide, Semilunar, Piramidal e Pisiforme; distal: Trapézio, Trapezóide, Capitato e Hamato), metacarpo (5) e falanges (14). 

Membro Inferior:

É formado pelos ossos do quadril (direito e esquerdo): Ilíaco (Ílio - 2/3 superiores; ísquio - 1/3 inferior e posterior (resistente); púbis - 1/3 inferior e anterior).

Coxa: Fêmur

Joelho: Patela

Perna: Tíbia e fíbula

Pé: O pé se divide em: tarso (Proximal: Calcâneo (túber do calcâneo) e Tálus (tróclea); Distal: Navicular, Cubóide, Cuneiforme Medial, Cuneiforme Intermédio (Médio) e Cuneiforme Lateral), metatarso (5) e falanges (14).

 

SISTEMA MUSCULAR

O tecido muscular é caracterizado pela propriedade de contração e distensão de suas células, o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos. Há basicamente três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.

Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele, órgãos internos, aparelho reprodutor, grandes vasos sangüíneos e aparelho excretor. O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso vegetativo.

Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema nervoso central e, como este se encontra em parte sob controle consciente, chama-se músculo voluntário. As contrações do músculo esquelético permitem os movimentos dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto.

Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a maior parte do coração dos vertebrados. O músculo cardíaco carece de controle voluntário. É inervado pelo sistema nervoso vegetativo.

 Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.

 

Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra muscular mostra, em seqüência, os seguintes eventos:

1.  O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.

2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica, isto é, desdobra o ATP, liberando a energia de um radical fosfato:

3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando o encurtamento das miofibrilas.

 

Lista dos Músculos Principais do Corpo Humano

Trapézio: é o mais superficial dos músculos da região posterior do tórax, tem a forma de um trapezóide. Ele eleva, abaixa, retrai e faz a rotação da escápula. Recobre músculos adjacentes como o Levantador da escápula e Rombóides maior e menor (o levantador da escápula eleva a escápula e os rombóides fazem a retração da mesma).

Grande Dorsal: É um músculo de grandes dimensões, triangular, que recobre inferiormente a parede póstero-lateral do tórax. Ele produz a extensão, adução e rotação medial do ombro;

Glúteo Máximo: É um músculo volumoso, situado superficialmente na região glútea. Cobre os músculos Glúteo Médio e Mínimo (abdução e rotação medial dos quadris); Faz a extensão e rotação externa dos quadris e com os membros inferiores fixos, participa na extensão do tronco. Recobre também mais profundamente os músculos curtos da região: Piriforme, Obturatório Interno, Externo, Gêmeos Superior e Inferior e o Quadrado da Coxa. Esses músculos fazem a rotação lateral dos quadris. Alguns estudiosos discutem quanto a verdadeira função dos 4 acima. Alguns mencionam o piriforme e o obturatório interno como abdutores e o quadrado da coxa e obturatório externo como adutores.

Reto Femoral, Vasto Lateral, Vasto Medial e Vasto Intermédio: É o mais volumoso e potente músculo do corpo, constituindo a maior parte da massa muscular da região anterior e medial da coxa (chamado o conjunto de quadríceps) fazem em conjunto a extensão dos joelhos. O vasto intermédio é coberto pelo reto femoral. O Reto femoral é um músculo bi - articular e age sobre a articulação dos quadris e joelhos. Atua como flexor dos quadris e extensor dos joelhos.

Sartório: é um músculo que cruza obliquamente a coxa, látero-medialmente, descrevendo um curso espiral. Tem como ação flexionar os quadris e joelhos.

Ísquiotibiais: São formados pelos músculos Semitendinoso, Semimembranoso (pósteromediais) e Bíceps da coxa (pósterolateral). O semitendinoso é mais à frente do semimembranoso. Com exceção da porção curta do Bíceps da Coxa, eles agem como extensores dos quadris e flexores dos joelhos.

Gastrocnêmio e Sóleo: O gastrocnêmio fica na região posterior da perna abaixo dos joelhos e recobre outro músculo chamado Sóleo (este conjunto é chamado de Tríceps Sural ou Panturrilha). Agem como flexores plantares, ou seja, fletem o pé para baixo. O gastrocnêmio também age como flexor dos joelhos quando a perna não estiver suportando o peso.

Adutores: São compreendidos pelos músculos Pectíneo, Adutor longo, Adutor curto, Adutor magno e Grácil. O adutor longo e o pectíneo são superficiais enquanto o grácil é mais medial. O adutor curto é recoberto pelo adutor longo e o adutor magno pelo curto, longo e vasto medial. Todos esses músculos fazem a adução dos quadris (trazem a perna para o centro). Mas o adutor magno tem uma porção que faz a extensão dos quadris e por outro lado tanto o pectíneo como os adutores em geral auxiliam na flexão dos quadris e o grácil tem ação na flexão dos joelhos também.

Tibial Anterior: Ocupa uma posição lateral e paralela à tíbia, mas seu tendão de inserção ao nível do tornozelo, desvia-se medialmente. Este músculo faz a dorsiflexão (traz as pontas dos dedos dos pés para cima) e a inversão dos pés.

Deltóide: O mais superficial dos músculos intrínsecos do ombro, ele modela o ombro. Geralmente volumoso, podendo-se reconhecer nele 3 partes: clavicular, acrominal e escapular. Faz a abdução com as 3 partes juntas e a flexão do ombro (clavicular), a adução (acromial) e a extensão (escapular). Músculos vizinhos ajudam a fazer movimentação de ombro como: Supraspinhal, Infraspinhal, Redondo Menor e Redondo Maior, os quais são músculos intrínsecos do ombro e agem como: supraspinhal (abdutor do ombro), Infraspinhal e redondo menor (rotator lateral do ombro) e o redondo maior (rotator medial do ombro).

Tríceps: É o único músculo volumoso na face posterior do braço. Possui três porções a longa, a média e a lateral. É um poderoso extensor de cotovelos.

Peitoral: Em forma de leque, é o mais superficial dos músculos da parede anterior do tórax. Ele é um poderoso adutor do ombro. Sua porção clavicular faz a flexão de ombro. Recobre os músculos Peitoral menor e Subclávio, os quais agem fazendo a depressão da escápula. Ainda o peitoral menor recobre outro músculo importante chamado Serrátil anterior, sua ação é tracionar para trás (protusão) a escápula voltando a cavidade glenóide para cima.


Bíceps: O mais superficial dos músculos anteriores do braço, e como o nome indica, possui duas cabeças de origem, uma longa (lateral) e outra curta (medial). Tem como ação a flexão dos cotovelos. Mas auxilia na supinação (voltar a mão para cima). Recobre outro músculo chamado Braquial o qual faz a flexão dos cotovelos.

Braquioradial: apesar de a sua origem ser no úmero, cruzando o cotovelo, a maior parte de seu ventre situa-se no antebraço. Fica entre o tríceps e o braquial agindo como flexor dos cotovelos.

Reto Abdominal, Oblíquo Externo e Oblíquo Interno: Juntos, formam uma parede abdominal e um assoalho pélvico resistindo a pressão exercida pelo diafragma no sentido caudal, durante o esforço e tosse. São importantes na respiração, defecação, micção, no parto e vômito. O reto abdominal age como flexor de tronco auxiliado pelos oblíquos interno e externo, mas é o mais importante para flexões de tronco contra a resistência em decúbito dorsal. Os oblíquos atuam como rotatores do tronco. A rotação do tronco para o lado de um oblíquo externo é auxiliada pelo oblíquo interno oposto. E todos eles mais outro músculo chamado Transverso do lado respectivo agem como flexores de tronco lateral.

Íliopsoas: Músculo de 2 porções: o ilíaco (lateral) e o psoas maior (medial) . É um importante flexor dos quadris. Quando os quadris estão fixados ele flete o tronco. Existe um músculo que atua junto a ele na flexão: o chamado Tensor da Fáscia Lata (fazendo também a rotação medial dos quadris).

 

SISTEMA RESPIRATÓRIO

O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Esses órgãos são as fossas nasais, a boca, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios, os bronquíolos e os alvéolos, os três últimos localizados nos pulmões.

Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar.

Faringe: é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe, antes de atingir a laringe.

Traquéia: Bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios, que penetram nos pulmões. Seu epitélio de revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas.

Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Diafragma: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdômen, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios.  O nervo frênico controla os movimentos do diafragma.

 

Ventilação pulmonar

A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com conseqüente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.

expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com conseqüente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.

A capacidade e os volumes respiratórios

O sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5 litros de ar – a capacidade pulmonar total. Desse volume, apenas meio litro é renovado em cada respiração tranqüila, de repouso. Esse volume renovado é o volume corrente

Nunca se consegue encher os pulmões com ar completamente renovado, já que mesmo no final de uma expiração forçada o volume residual permanece no sistema respiratório. A ventilação pulmonar, portanto, dilui esse ar residual no ar renovado, colocado em seu interior

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