Amrita Bindu Upanishad   

Amrita Yoga São Caetano do Sul

 Amrita é o néctar da imortalidade fabricado pela a glândula pituitária. Do latim, é aquela que segrega. Quando super estimulada produz um néctar de gosto normalmente adocicado. 

A grande sacada não está na produção desse néctar, mas sim o que fazer com ele. Porque basta alguns meses de Prakriti Yoga para começar a sentir esses efeitos. Muitos sentem na primeira aula. Agora o que fazer com esse néctar exige um bom treino para que ele não seja queimado no fogo gástrico.

   Segundo a tradição, o Amrita-Bindu-Upanishad é o vigésimo na lista clássica de 108 Upanishads. O título significa “Doutrina Secreta da Semente da Imortalidade”. 

O Amrita-Bindu-Upanishad afirma que a mente é a origem quer da escravidão, quer da liberdade espiritual. A mente anuviada é permanentemente inquieta, agitada, insatisfeita e iludida, obscurecendo assim a identidade real do indivíduo como o Si Mesmo transcendente. Através de um árduo trabalho interior, e sobretudo da meditação, a mente pode ser limpa dessas impurezas. Quando o aspirante obtém finalmente, uma mente em paz, a consciência passa a funcionar como um espelho perfeitamente polido no qual se reflete todo o esplendor da pura Consciência do Si Mesmo. Diz-se que a mente perfeitamente controlada é “não-existente” ou está “destruída”, pois perdeu seu modo característico de criar a irrealidade ou a ilusão (mâyâ). Entretanto, a “não-mente” do ser iluminado não significa que ele seja inconsciente ou desatento. Pelo contrario, sua mente é eclipsada pela superconsciência do Si Mesmo transcendente, tornando-se hiper-consciente.

Afirma-se que a mente é dúplice: pura e impura. A impura é desejo e volição; a mente pura é sem desejos. (1)

Só a mente é a causa da escravidão e da libertação (moksha) dos seres humanos. Ligada aos objetos, conduz a escravidão; liberta dos objetos, afirma-se que conduz à emancipação (mukti). (2)

A mente deve ser sempre esvaziada de todos os objetos pelo que busca a libertação, pois a libertação da mente vazia de objetos é desejável. (3)

Quando a mente, livre do contato com os objetos e confinada no coração, atinge o não-ser (abhâva), é esse o Estado supremo. (4)

[A mente] deve ser controlada até encontrar, no coração, a destruição. Isto é gnose (jnâna); isto é contemplação (dhyâna). Tudo o mais é especulação difusa. (5)

[O Absoluto] não é nem concebível nem inconcebível; não é concebível e [no entanto] é concebível. [Quando a pessoa está] liberta dos pontos de vista parciais, o Absoluto (brahman) é alcançado. (6)

Deve-se associar o Yoga ao som (svara). Deve-se realizar o Supremo na qualidade do sem-som (asvara). Através da realização do sem-som, não [pode haver] não-ser (abhâva). O Ser é desejável. (7)

É este, em verdade, o Absoluto sem partes, [o qual é] sem forma e sem mácula. Pelo conhecimento de que “Eu sou o Absoluto”, o Absoluto é certamente alcançado. (8)

Ele é sem forma, infinito, sem causa, sem precedente, sem medida e sem principio. Por este conhecimento, o sábio é libertado. (9)

Não há nem composição nem dissolução, nem o escravo nem aquele que realiza (sâdhaka), nem o que busca a libertação nem o liberto. É esta a verdade suprema. (10)

O Si Mesmo deve ser concebido como único e o mesmo durante a vigília, o sonho e o sono profundo. Não há renascimento para aquele que transcendeu os três estados [de vigília, sonho e sono profundo]. (11)

O Si Mesmo Elemental (bhûta-âtman) que reside em todos os seres é um só. [É visto] como uno e múltiplo, à semelhança [do reflexo] da lua na água. (12)

Assim como o espaço (âkâsha) encerrado num jarro [não muda de lugar] quando o jarro é movido, ou assim como o espaço não é [afetado] quando o jarro é destruído – assim também, o espírito da vida (jîva) assemelha-se ao espaço. (13)

À semelhança do jarro, [o ser individual] assume diversas formas que se desintegram continuamente. Quando ele se desintegra, não é mais conhecido, e no entanto é conhecido eternamente [como o Si Mesmo]. (14)

Aquele que esta rodeado da ilusão da palavra, [obcecado] pela escuridão, não chega a Fonte da Abundância (pushkara). Quando a escuridão se dissipa, ele contempla, em verdade, somente a Unidade (ekatva). (15)

O som imperecível (akshara) [i.e., a sagrada sílaba om] é o supremo Absoluto (para-brahman). Quando isso por sua vez diminui, o que [resta] é o Imperecível [em si mesmo]. Se o conhecedor tem o desejo da paz do Si Mesmo, deve contemplar esse Imperecível (akshara). (16)

As duas [formas de] conhecimento (vidyâ) a serem conhecidas são o Absoluto Sonoro (shabda-brahman) e aquilo que o transcende. Aquele que conhece o Absoluto Sonoro chega ao Absoluto supremo. (17)

O sábio que, depois de estudar os livros, concentra-se naquele [Absoluto] através da sabedoria (jñana) e do conhecimento distintivo (vijñana), deve desfazer-se de todos os livros, assim como [a pessoa] que busca o trigo [se desfaz] da palha. (18)

As vacas de várias cores só dão leite de uma única cor – assim, ele concebe a gnose como o leite, e os [diversos] sinais (lingin) como vacas. (19)

O conhecimento distintivo (vijñana) esta oculto em todos os seres como a manteiga no leite. Usando a mente como uma batedeira de manteiga, [todo] o ser deve bater constantemente [para produzir esse conhecimento] dentro da mente. (20)

Empregando se o olho da sabedoria (jñana-netra), deve se extrair o Supremo como o fogo [é extraído da madeira por fricção], com a recordação de que “Eu sou aquele Absoluto sem partes, imóvel e tranqüilo”. (21)

Aquele que, embora resida nos seres, é a morada de todos os seres e favorece todos [os seres] – Eu sou esse Vâsudeva. (22)


Prakriti Yoga São Caetano Sul

Formação em yoga e aulas para iniciantes